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Passe e Corte: Neemias Queta

É a grande esperança portuguesa para termos um jogador na NBA e aceitou ser o protagonista da rubrica “Passe e corte”. Fiquem a conhecer melhor Neemias Queta, poste luso da Universidade de Utah State, que confessa que gosta de abafar adversários, tem um ídolo que não é de carne e osso e lança um desafio a Carlos Andrade.

O que te dá mais gozo fazer dentro de campo?
Há imensas ações que me dão gozo dentro de campo, mas se há uma que eu gosto muito é fazer um desarme de lançamento.

Adversário mais difícil de defender até hoje e porquê?
Carlos Andrade. Apesar de não ter sido um adversário em jogo, era muitas vezes em treinos, quando jogávamos 5×5. É muito inteligente, sabe como jogar de maneira diferente da maioria dos outros jogadores e tinha uns truques na manga para me confundir, principalmente a partir da posição de poste baixo. Era um poço de força e muito ágil, o que o fazia muito difícil de defender, mas acho que já sei como o parar. “Cota”, vai um 1×1?

Pior “trash talk” que ouviste?
Eu sou um jogador que não leva o “trash talk” a sério. No ano passado, na pré época da equipa B do Benfica, tínhamos ido jogar ao Vasco da Gama e eu tentei falar com um jogador, que me disse: “Não vou falar contigo, porque és de Lisboa”. Eu ri-me e seguimos o jogo.

Ídolo na infância?
Oliver Tsubasa. Apesar de ser fictício, ensinou-me a não desistir dos meus sonhos, independentemente de serem muito difíceis de alcançar.

Frase de um treinador que nunca esquecerás?
Houve duas frases de treinadores que me marcaram. O José Francisco Fernandes sempre disse à minha equipa de Sub16 que não éramos melhores que ninguém, mas que tínhamos que ser diferentes pela atitude e pela união. Desde essa altura tenho sempre tentado ser alguém com uma atitude adequada ao contexto em que estou e um dos que mais contribui para a união das equipas por onde passo. Outra frase que me marcou foi do Bruno Regalo, que sempre dizia que, por mais asneiras que eu faça, no dia seguinte o sol vai nascer outra vez, pelo que vou ter outra oportunidade de ser o melhor que posso ser e cabe-me a mim decidir se vou deixar que o passado me afecte ou se vou aprender com ele e melhorar.

Uma música para aquecimento pré-jogo?
Quando Rondo – “I Remember” (feat. Lil Baby)

Modelo de sapatilhas preferido?
Não tenho umas sapatilhas preferidas. O que me interessa é estar confortável.

Exercício favorito em treino?
Contra ataque de 11.

Acção do jogo mais subvalorizada?
Estar no sítio certo na altura certa. Há muitos movimentos e leituras no jogo, e conseguir fazer a leitura certa é uma qualidade muito subvalorizada.

O basquetebol em três palavras?
Persistência, inteligência e querer.

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