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O mundo é dos Warriors e nós vivemos dentro dele (ou o primeiro quarto de época em revista)

Com a NBA a ter o seu primeiro dia de descanso em noite de Thanksgiving e todas as equipas a completarem vinte jogos no fim-de-semana que se avizinha, é uma boa altura para tomarmos o pulso ao que vimos nas primeiras seis semanas de competição. Vejam isto como as notas do final do primeiro período, em que eram recebidas com aquele ar de “ah, isto ainda agora está a começar, passou pouco tempo e não querem dizer grande coisa”. Pois é, eu detesto fazer de vosso professor, mas já contam com qualquer coisinha: estamos com praticamente um quarto da liga jogada, as amostras pequenas são-no cada vez menos e já conseguimos perceber muita coisa para o que aí vem no resto do ano. Finjamos então que eu tenho um daqueles boletins giros de voto para atribuir prémios do final da época e vamos, juntos, confrontar as expectativas do vosso escriba contra o que se tem passado na NBA, e pintar o quadro do que temos visto até agora. Todos os registos e estatísticas são de 25/11.

MOST VALUABLE PLAYER (pick de pré-época: Steph Curry)

  1. Steph Curry, Warriors
  2. Kevin Durant, Nets
  3. Nikola Jokic, Nuggets
  4. Chris Paul, Suns
  5. Giannis Antetokounmpo, Bucks

Pois é, por esta altura devem estar todos tão cansados como o Ricardo Brito Reis de me ouvir gritar que eu estava quentinho com estes Warrriors. Disse-o no Twitter e em dois podcasts da nossa praça. Sou chato. A verdade é que a razão principal para a previsão no sucesso dos Warriors baseava-se em alguns factores que eram mais ou menos prováveis de acontecer: a saúde do Klay (veremos), o Oeste estar minado de lesões e não haver um super-favorito na pré-temporada (check), e Steph e Dray serem as melhores versões de si mesmos (check e check, com tudo em maiúsculas). Da rotação desapareceram jogadores que ou não souberam (Wiseman para já, Paschall) ou não quiseram (Oubre Jr.) interpretar o não-trivial sistema da equipa e na volta vieram rapazes (Iggy, Bjelica, OPJ, GP2) que o fazem na perfeição, sabem o seu papel e maximizam a produção dos dois génios que têm, um de cada lado da bola.

Steph é Steph, ouve-se muito dizer. E está de volta ao melhor basket da sua vida, aos 33 anos. Falhou apenas um jogo, lidera a liga em pontos por jogo e FT% e irá bater (outra vez) o seu próprio recorde de triplos numa época. Nada nos seus números salta especialmente à vista quando comparado com o que já fez em anos anteriores, mas basta ver um jogo dos Warriors para se sentir o poder deste homem: com bola, a defesa genuinamente pondera se o 2×1 é a opção mais viável quando passa o meio campo, deixando a restante equipa em 4×3 e Dray na tomada de decisão. Sem bola, o seu campo gravítico é de tal ordem que adversários literalmente se esquecem do seu opositor directo, assolados pelo pânico de o ter nas redondezas. Nunca será um stopper na defesa, mas mesmo aí interpreta na perfeição o que lhe pedem, sendo vigilante sem bola a saltar linhas de passe, e como habitualmente um bom ressaltador defensivo – globalmente, não é um negativo na defesa, longe disso. É um dos melhores jogadores ofensivos de todos os tempos apenas por existir dentro de campo, pelo impacto que tem nos outros nove jogadores – junte-se a isso o registo dos Warriors a abrir a temporada (16-2), e hoje a atribuição do prémio é um slam dunk.

Kevin Durant está a jogar a um dos níveis mais eficientes da sua vida, a lesão no Aquiles é uma distante memória, e ajudou os Nets a trepar ao topo do Este enquanto Kyrie Irving (maluco) e James Harden (gordo) recuperam das suas maleitas de início de temporada. Jokic deve ser o melhor jogador de basket do planeta neste momento: em Player Efficiency Rating (não obstante ser uma métrica com bastantes falhas) está a realizar a melhor época da História da NBA – 35.3. A distância que separa esta temporada da segunda melhor (Giannis em 2019/20, 31.86) é superior à distância da segunda para a 62.ª melhor marca, para se ter uma ideia de escala. Absurdo. Uma lesão chata no pulso e um plantel devastado por lesões devem impedi-lo de conseguir revalidar a distinção, mas para já, ocupa o pódio.

Chris Paul continua a ser aquela garrafa de vinho que insiste em ter os taninos mais apurados a cada ano que passa: é, aos 36 anos, o melhor point guard da liga, uma máquina de eficiência que levanta a performance de uma equipa como mais ninguém. Lidera a liga em assistências, anda lá perto em roubos de bola, e tem os Suns numa série de 14 vitórias seguidas, meio jogo atrás dos super Warriors. A última vaga podia perfeitamente ser ocupada por Jimmy Butler, mas optei por Giannis. Já há muito que tomamos por garantido aquilo que o grego faz, mas continua a ser o espécime físico mais dominante que temos na Liga. Nuns Bucks com muitas lesões, estão finalmente encarrilados (7-3 nos últimos 10) e a meio jogo dos Heat pelo segundo lugar na conferência.

DEFENSIVE PLAYER OF THE YEAR (pick de pré-época: Giannis Antetokounmpo)

  1. Draymond Green, Warriors
  2. Giannis Antetokounmpo, Bucks
  3. Jimmy Butler, Heat

Podia colar aqui o parágrafo relativo ao Curry, substituir Steph por Dray, ataque por defesa e a coisa ficava feita. Draymond Green é um talento geracional deste lado da bola e a construção de plantel dos Warriors deste ano maximiza esse talento: defesa de ponto de ataque que, não tendo especialistas, sabe canalizar o atacante a fazer o que a defesa quer, com trocas bem interpretadas no bloqueio directo, wings que conseguem trocar da posição 2 à 4 sem hesitação, tudo sobre a batuta de um quarterback defensivo, que grita, esperneia, compensa, aponta, decide e tem 99% de acerto nas decisões da defesa que (essa sim, surpreendentemente) tomou a liga de assalto. Ah, e também consegue fazer isto:

No resto do ballot temos Giannis, um disruptor interior que está a ter um impacto maior que um certo Rudy Gobert este ano, nuns Bucks que são para já “apenas” oitavos em eficiência defensiva, mas que ainda praticamente não tiveram Brook Lopez, e que passaram grandes trechos deste início de época sem Jrue e Middleton. Os Bucks com Giannis em campo têm uma DefRtg de 101.0 e sem ele de 116.9, o que se traduz na diferença entre ter a segunda melhor defesa do campeonato, ou a pior.

Numa época em que Bam Adebayo foi uma escolha muito popular para este prémio, acho que o seu colega no perímetro tem sido melhor. Bam é sem dúvida um excelente defensor e muito do que ele faz permite ao perímetro dos Heat fazer boa figura; isso pode ser válido para um Tyler Herro, mas não para Butler. Parece estar na melhor forma da sua vida, é possivelmente o melhor jogador de perímetro como ameaça fora da bola, e no ponto de ataque tem QI, tamanho, agilidade e fundamentos para deixar qualquer um em dificuldades. Lidera a equipa nas principais métricas defensivas naquela que é para já a quarta melhor defesa do campeonato.

ROOKIE OF THE YEAR (pick de pré-época: Cade Cunningham)

  1. Evan Mobley, Cavs
  2. Scottie Barnes, Raptors
  3. Cade Cunningham, Pistons

Ok, eu não finjo perceber muito do processo pré-draft e em grande medida abstenho-me de fazer muitas avaliações antes de ver os miúdos pisar as areias da NBA. Se é para isso, leiam, ouçam e aprendam com o Nuno, este é o artigo errado. Daí a minha previsão ser baseada em responder a duas perguntas: “o tipo que vem em #1 parece ter o potencial de um #1?” (isto ajuda a tirar o Anthony Bennett da equação) e “se sim, o tipo que vem em #1 vai ter oportunidade de fazer os números que quiser, ainda que ineficientes, para levar o prémio?”. Como a resposta a ambas era “Sim”, escolhi o Cade para ganhar, algo que ainda pode perfeitamente fazer. Vem em crescendo depois de falhar o início de época, o papel dele e do Killian Hayes com bola está cada vez mais definido (au revoir, Killian), e Cade vai cumprir o seu papel de criador com tamanho para os Pistons.

O problema, para já, são os outros dois rapazes: Scottie Barnes, depois de subir em flecha no draft, está a entregar tudo aquilo com que os Raptors sonharam – mais um wing grande com capacidade de defender o máximo de posições possíveis e que sabe ter a bola nas mãos. Acumula uns inacreditáveis-para-rookie 35 minutos por jogo na equipa e é já parte integrante da rotação. E depois temos Evan Mobley. Se pudéssemos fabricar num laboratório um big para o jogo moderno com maximização de impacto na defesa, seria um clone de Mobley. Uma gazela de cobre a linha de fundo de ponta a ponta, com toda a agilidade e velocidade lateral, conforto em sair ao perímetro, consegue defender bloqueio directo em drop ou com troca com a mesma naturalidade. É inacreditável.

Um “segredo” mal guardado quando se analisam rookies é o de que sabemos que eles vão ser muito maus muitas vezes, mesmo os melhores (especialmente na defesa). O truque é ver aquilo que já conseguem fazer e percebermos a base que ali há para ser trabalhada. O Mobley é muito bom na defesa desde o primeiro dia, com impacto imediato numa equipa que desesperadamente precisava disso. Surreal.

SIXTH MAN OF THE YEAR (pick de pré-época: Patty Mills)

  1. Tyler Herro, Heat
  2. Jalen Brunson, Mavs
  3. Alex Caruso, Bulls

Bem, é melhor dar aqui um prémio aos Heat antes que haja uma revolta armada por ter deixado Butler de fora da lista MVP e Bam da DPOY, mas este é dado com inteira justiça. Herro é o único jogador saído do banco a ultrapassar os 18 pontos por jogo (21.8), mas é essencialmente a evolução na eficiência do seu jogo que o está a transformar na visão que os Heat tinham para ele. Todos sabíamos, desde o seu ano de rookie, que o Boy Wonder do Wisconsin conseguia criar o seu próprio lançamento e tentar meter os pontos suficientes para manter uma segunda unidade à tona. A diferença para este ano é estar a fazê-lo a um nível muito superior, ao mesmo tempo que viu aumentado o seu role. A sua usage rate (29.8%, mais alta da carreira) corresponde à de um All-Star, e está a assumir máximos de carreira em quase todas as métricas avançadas de lançamento, passe e produção individual global. Um crescimento notável de um jogador que facilmente poderia ter parado a sua evolução à custa de um lançamento que esteve sempre lá, mas que se está a tornar melhor com o aumento de responsabilidade na equipa.

Jalen Brunson é a âncora de segurança do jogo dos Mavs, quando esta não recorre ao heliocentrismo de Luka Doncic. Um bom criador de jogo que consegue tanto distribuir como criar o seu próprio lançamento, e a única válvula de escape na manobra ofensiva dos Mavs cada vez que é precisa uma alternativa ao esloveno para ter a bola na mão no perímetro. Alex Caruso é um dos grandes vencedores desta offseason: a saída dos Lakers para outra equipa com uma grande base de adeptos permitiu que o óbvio fosse constatado – este jogador não era um meme, um prop em LA para aparecer ao lado das estrelas. É um dos grandes defesas de perímetro da liga, tanto entre linhas de passe como no ponto de ataque, e tem dado aos Bulls uma dimensão única na sua forma de jogar que tem sido uma das grandes histórias deste início de época.

MOST IMPROVED PLAYER (pick de pré-época: Kevin Porter Jr.)

  1. Ja Morant, Grizzlies
  2. Tyler Herro, Heat
  3. Miles Bridges, Hornets

Estão a ver por que razão não me calo com o bitaite dos Warriors? É para não termos tempo para falar deste, que desgraça. Definitivamente alguém entrou na minha conta e fez esta pick por mim. Este prémio é sempre dos mais confusos de dar, pelos vários prismas em que podemos olhar para a distinção: temos “o tipo de fundo de rotação que afinal é uma boa peça” (Jordan Poole), temos “o tipo a quem deram mais minutos e mais lançamentos então pelos números ele parece muito melhor” (Miles Bridges), “o tipo que parece basicamente o mesmo jogador do ano passado mas que por alguma razão os números são muito melhores este ano” (Tyler Herro) e “o tipo que toda a gente sabia que ia ser uma estrela e estávamos todos à espera deste salto” (Ja Morant). Normalmente há uma tendência para entregar o prémio a esta última categoria, com boas razões: apresentam números mais impressionantes, e quanto mais alta está a “barra” de avaliação, mais díficil é dar o salto para o nível seguinte – e saltos são com ele.

Os números não deixam mentir: Morant, em basicamente o mesmo tempo de jogo aumentou, a sua produção de forma incrível (PER de 16.7 para 24.9, para se ter ideia de escala), dando basicamente o passo para se assumir como franchise player – máximos de carreira em usage, eficiência de lançamento, passe, desarmes, ressaltos, tudo isto com um mínimo de carreira na percentagem de posses de bola em que comete turnovers. Falta o passo decisivo, que é traduzir este talento ilimitado em sucesso colectivo, onde há muito trabalho a fazer para melhorar a sua frágil defesa.

Miles Bridges, que parecia um grande favorito ao prémio no início da temporada, é daqueles casos que não me encanta: é suposto eu pensar que um jogador teve este incremento estatístico porque melhorou de facto, ou porque tem mais 8 minutos por jogo em campo e a sua quantidade de lançamentos por jogo passou de 9 para 17? Escavemos um bocadinho mais fundo e Bridges até regrediu em eficiência de lançamento e no capítulo do ressalto. Obviamente, estes aumentos acontecem porque o jogador evoluiu e merece maior destaque na equipa, e tem sido um bom escudeiro de LaMelo na tentativa de renascimento dos Hornets.

COACH OF THE YEAR (pick de pré-época: Erik Spoelstra)

  1. Wes Unseld Jr., Wizards
  2. J.B. Bickerstaff, Cavaliers
  3. Chris Finch, Wolves

Bem, se os Warriors continuarem a ganhar 90% dos seus jogos, está fácil de ver quem vai ganhar isto. Mas como entregar este prémio ao Kerr nesta altura do ano é uma valente seca, aproveito para destacar o trabalho de três homens com um grande início de ano, antes que as suas épocas possam mudar para pior. Wes Unseld Jr. tomou posse num dos cargos menos invejáveis da NBA: depois de trocarem Westbrook por veteranos e com o futuro de Beal uma incógnita, tudo apontava para um rebuild em Washington daqueles de ir ao fundo, tentando acumular capital no draft pelo seu All-Star e recém-chegados veteranos. Nada mais errado. Os Wizards e o seu treinador rookie montaram uma equipa extremamente competente, em que Dinwiddie se apresenta a um bom nível depois da lesão no joelho, Kuzma e KCP continuam o seu subvalorizado trabalho na asa vindos de Los Angeles, Trez Harrell regressou à sua forma de candidato a melhor sexto homem, e Avdija e Gafford mostram bons sinais de serem jogadores positivos na defesa. Chegaram a liderar o Este e ainda nem vimos o melhor de Beal, e Hachimura ainda não jogou. Estão neste momento com 1-4 nos últimos 5 jogos e acabarão por cair para a luta do play-in, mas para já um belo trabalho na capital americana.

JB Bickerstaff bem se pode queixar da sua sorte: depois de um início 7-4, perdeu num curto espaço de tempo Collin Sexton para a restante temporada e Evan Mobley por alguns jogos. Ancorada no poder de um rookie transformador e na presença interior de Jarrett Allen, a defesa dos Cavs é a sua principal identidade e permite-os disputar qualquer jogo, sobrevivendo no ataque com o dinamismo de Garland, a explosão de Sexton, e a genialidade e presença omnisciente de Ricky Rubio.

Chris Finch, depois de ter ficado com o trabalho dos Wolves em circunstâncias pouco simpáticas, tem finalmente a equipa de Minnesota, a quem se reconhecia o potencial ofensivo, a competir a sério na defesa. Juro! Nos últimos 6 jogos, os Wolves têm de longe a melhor defesa do campeonato e o melhor NetRtg com um registo de 5-1, nos quais Finch tem navegado uma mistura perfeita entre Vanderbilt (o herói anónimo desta equipa), Naz Reid, Okogie, Beverley e Jaden McDaniels para suportarem desse lado da bola o trio KAT-Ant-D’Angelo, que muito deixam a desejar na arte de parar adversários (para eles chama-se ocultismo). Têm uma oportunidade perfeita de aparecer no play-in deste ano, e os Wolves estão rapidamente a mudar a sua imagem de equipa à deriva para uma com um potencial e margem de progressão enormes, que não será presa fácil para ninguém.

EXECUTIVE OF THE YEAR (pick de pré-época: Sean Marks, Nets)

  1. Tommy Sheppard, Wizards
  2. Marc Eversley, Bulls
  3. Andy Elisburg, Heat

Ponham isto no Louvre das trocas:

Falámos há pouco dos treinadores, e estes obviamente vivem reféns da matéria-prima que lhes é dada na construção do plantel (pobre Vogel, eu sei). As peças que os Wizards conseguiram para o seu presente e futuro, ao livrarem-se de um activo altamente questionável, é um trabalho incrível de Sheppard e sinceramente esta troca devia dar atribuição imediata do prémio. Aparte: sobre esta distinção, não percebo muito bem se é atribuída a General Managers ou presidentes de Basketball Operations, parece que varia conforme o caso. Digo isto porque sabemos bem que nos Bulls e Heat quem mexe as cordas são Arturas Karnisovas e Pat Riley, respectivamente – deixei os GMs por uma questão de coerência.

Os Bulls estão definitivamente de volta, e depois de sérias questões sobre a cara aposta em DeMar DeRozan, esta revelou-se especialmente acertada. Lonzo Ball e Alex Caruso completam o triunvirato de bases recém-chegados que dão aos Bulls o epíteto de equipa mais dinâmica da conferência quando estão em dia “sim”. Do lado dos Heat, mais do mesmo. Há uma cultura a respeitar, uma hierarquia a seguir, jogadores a desenvolver e contratações cirúrgicas para atacar títulos quando não estão a contar com eles. Lowry, PJ Tucker e Markieff Morris vieram substituir Dragic, Nunn, Ariza, Iguodala e Bjelica, e está reforçado um core que há dois anos disputava um título, e que qualquer pessoa seria bastante ingénua em ignorar este ano.

ALL-NBA FIRST TEAM

G – Steph Curry, Warriors

G – Chris Paul, Suns

F – Giannis Antetokounmpo, Bucks

F – Kevin Durant, Nets

C – Nikola Jokic, Nuggets

ALL-NBA SECOND TEAM

G – LaMelo Ball, Hornets

G – James Harden, Nets

F – Jimmy Butler, Heat

F – Paul George, Clippers

C – Rudy Gobert, Jazz

ALL-NBA THIRD TEAM

G – Ja Morant, Grizzlies

G – Trae Young, Hawks

F – DeMar DeRozan, Bulls

F – Draymond Green, Warriors

C – Anthony Davis, Lakers

ALL-DEFENSIVE FIRST TEAM

G – Chris Paul, Suns

G – Jimmy Butler, Heat

F – Draymond Green, Warriors

F – Giannis Antetokounmpo, Bucks

C – Rudy Gobert, Jazz

ALL-DEFENSIVE SECOND TEAM

G – Dejounte Murray, Spurs

G – Alex Caruso, Bulls

F – Paul George, Clippers

F – Jarred Vanderbilt, Wolves

C – Nikola Jokic, Nuggets

ALL-ROOKIE FIRST TEAM

G – Cade Cunningham, Pistons

G – Josh Giddey, Thunder

F – Scottie Barnes, Clippers

F – Franz Wagner, Magic

C – Evan Mobley, Cavaliers

ALL-ROOKIE SECOND TEAM

G – Jalen Green, Rockets

G – Jalen Suggs, Magic

F – Chris Duarte, Pacers

F – Herbert Jones, Pelicans

C – Alperen Sengun, Rockets

por LUCAS NIVEN [@lucasdedirecta]