mae abracando filhos em parque ensolarado

A Mãe Tem Preferência Na Guarda Dos Filhos Entenda a Lei

A guarda dos filhos prioriza o melhor interesse da criança, não havendo preferência legal automática para a mãe. Entenda seus direitos!

Não existe, na legislação brasileira, uma preferência automática pela mãe na guarda dos filhos. A guarda é decidida de acordo com o melhor interesse da criança, considerando diversos fatores que envolvem o bem-estar físico, emocional e psicológico da criança ou adolescente. A legislação atual, especialmente o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código Civil, enfatizam que o critério fundamental para a guarda é garantir o desenvolvimento saudável e equilibrado dos filhos, independentemente do gênero dos pais.

Vamos esclarecer como funciona a guarda dos filhos segundo a lei brasileira, abordando os tipos de guarda, os critérios que os juízes levam em consideração ao decidir sobre quem ficará responsável pela criança e o papel dos genitores. Além disso, discutiremos a ideia equivocada de que a mãe teria preferência automática e apresentaremos exemplos práticos e orientações jurídicas para quem enfrenta esse processo, seja para mães ou pais. A intenção é oferecer um conteúdo claro, juridicamente fundamentado e acessível para que você compreenda seus direitos e responsabilidades.

O que diz a lei sobre a guarda dos filhos

A legislação brasileira, especialmente o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e o Código Civil (artigos 1.583 a 1.590), determina que a guarda deve privilegiar o interesse da criança. Isso significa que o juiz analisará:

  • A capacidade de cada genitor de cuidar do filho, considerando aspectos como ambiente doméstico, disponibilidade de tempo e condições psicológicas;
  • A convivência prévia e o vínculo emocional entre o filho e cada um dos pais;
  • A opinião da criança, se ela tiver idade e maturidade para manifestá-la;
  • Aspectos que garantam a estabilidade, saúde e segurança da criança.

Portanto, não há uma regra que determine que a mãe tem preferência na guarda, mas sim uma análise individualizada de cada caso para assegurar o melhor para o menor.

Tipos de guarda existentes no Brasil

O Código Civil prevê os seguintes tipos de guarda:

  1. Guarda unilateral: atribuída a apenas um dos pais, que assume a responsabilidade principal pela criança, enquanto o outro mantém o direito de visitas e deve contribuir financeiramente;
  2. Guarda compartilhada: a guarda é dividida entre os pais, que devem tomar decisões conjuntas sobre a vida do filho, mesmo que ele resida regularmente com um deles;
  3. Guarda alternada

Atualmente, a guarda compartilhada é a modalidade preferida pela legislação, pois visa manter o vínculo e a participação de ambos os genitores na vida da criança.

Desmistificando a preferência da mãe na guarda

Embora culturalmente seja comum pensar que a mãe tem preferência, essa percepção não está respaldada pela lei. Isso se deve, entre outros motivos, ao fato de que:

  • O princípio da igualdade entre os genitores é assegurado pela Constituição Federal;
  • Os tribunais buscam promover o equilíbrio e a convivência saudável do menor com ambos os pais;
  • Casos práticos mostram que, em situações onde o pai demonstra maior capacidade e condições para cuidar do filho, a guarda unilateral pode ser atribuída a ele;
  • A guarda compartilhada tem sido amplamente incentivada para garantir o melhor interesse da criança, afastando a ideia de preferência exclusiva por um dos genitores.

Esses fundamentos reforçam que a decisão judicial está embasada em critérios técnicos, não em preconceitos ou tradições.

Considerações finais para pais e mães

Se você está enfrentando a questão da guarda dos filhos, é importante:

  • Buscar orientação jurídica especializada para entender seu caso;
  • Priorizar sempre o diálogo e a cooperação entre os pais;
  • Demonstrar, com provas e atitudes, a capacidade de cuidar, proteger e criar a criança de forma adequada;
  • Respeitar e valorizar o vínculo afetivo da criança com ambos os genitores;
  • Conhecer e acompanhar o processo legal para garantir seus direitos e cumprir suas obrigações.

Como a Guarda Compartilhada Funciona na Prática no Brasil

Quando falamos sobre guarda compartilhada, estamos nos referindo a um regime no qual ambos os pais dividem as responsabilidades e decisões relativas aos filhos após a separação ou divórcio. No Brasil, a guarda compartilhada é privilegiada pela legislação, especialmente após o advento da Lei nº 13.058/2014, que alterou o Código Civil para reforçar esse modelo.

Princípios Básicos da Guarda Compartilhada

  • Igualdade de responsabilidades: Ambos os pais têm o direito e o dever de participar ativamente da criação e educação dos filhos.
  • Decisões conjuntas: Questões importantes como saúde, educação e religião devem ser decididas em conjunto.
  • Residência dos filhos: Ainda que a criança resida predominantemente com um dos pais, o outro tem direito de convivência equilibrada.

Exemplo Real de Aplicação da Guarda Compartilhada

Em 2018, um estudo do Tribunal de Justiça de São Paulo mostrou que 68% dos processos de guarda acionados optaram pela guarda compartilhada. Em um caso emblemático, um casal conseguiu manter uma relação civilizada e colaborativa pelo bem dos filhos, mesmo após o divórcio, evitando conflitos judiciais onerosos e prolongados.

Benefícios Práticos da Guarda Compartilhada

  1. Estabilidade emocional para a criança: Crianças com participação ativa de ambos os pais tendem a apresentar melhor desempenho escolar e menor incidência de problemas psicológicos.
  2. Redução de litígios: Ao promover a cooperação entre os genitores, diminui-se a necessidade de intervenções judiciais frequentes.
  3. Desenvolvimento equilibrado: O contato constante com ambos os pais contribui para o desenvolvimento social e afetivo saudável.

Recomendações para Implementação Eficaz da Guarda Compartilhada

  • Comunicação efetiva: Pais devem manter diálogo aberto e respeitoso, evitando discussões na frente dos filhos.
  • Flexibilidade nos horários: Ajustes nas rotinas devem ser feitos para garantir o bem-estar da criança, respeitando compromissos escolares e sociais.
  • Uso de mediadores quando necessário: Em casos de impasse, um profissional especializado pode auxiliar na resolução de conflitos.
AspectoGuarda CompartilhadaGuarda Unilateral
Toma de DecisõesConjunta entre os paisResponsabilidade exclusiva do guardião
Tempo com a CriançaDistribuído equilibradamente entre os paisPredominantemente com um dos pais
Impacto Psicológico na CriançaMais positivo, com maior segurança emocionalPode gerar sensação de abandono ou conflito
Litígios JudiciaisMenores, graças à cooperaçãoMais frequentes, especialmente em decisões importantes

Vale lembrar que a guarda compartilhada não elimina os conflitos, mas oferece um caminho mais saudável para a convivência entre pais e filhos. A legislação brasileira enfatiza que o interesse do menor deve sempre prevalecer, e que a proximidade com ambos os genitores é fundamental para seu desenvolvimento integral.

Perguntas Frequentes

Quem tem preferência na guarda dos filhos, a mãe ou o pai?

A lei não atribui preferência automática a nenhum dos pais; a guarda é decidida com base no melhor interesse da criança.

O que é considerado para determinar a guarda dos filhos?

São avaliados aspectos como o vínculo afetivo, capacidade de cuidado, estabilidade e o ambiente oferecido para a criança.

Existe diferença entre guarda unilateral e guarda compartilhada?

Sim, a guarda unilateral é atribuída a um dos pais, enquanto a guarda compartilhada envolve a divisão das responsabilidades entre ambos.

Como a guarda compartilhada funciona na prática?

Ambos os pais participam ativamente da vida dos filhos, tomando decisões em conjunto sobre sua criação e garantindo convivência equilibrada.

O que fazer se o pai ou a mãe não concordar com a decisão da guarda?

É possível recorrer à Justiça para revisar a decisão, sempre considerando o melhor interesse da criança.

É possível que a guarda seja concedida a terceiros, como avós?

Sim, caso os pais não sejam considerados aptos para cuidar dos filhos, a guarda pode ser concedida a terceiros responsáveis.

Pontos-Chave sobre Guarda dos Filhos

  • Princípio do Melhor Interesse: Prioriza o bem-estar da criança em todas as decisões judiciais.
  • Guarda Compartilhada: É a modalidade preferida pela lei brasileira desde 2014, incentivando a participação de ambos os pais.
  • Guarda Unilateral: Usada em casos específicos, como quando um dos pais não está apto.
  • Visitas e Convivência: Mesmo que a guarda seja unilateral, o pai ou mãe sem guarda tem direito à convivência.
  • Alteração da Guarda: Pode ser solicitada se houver mudança nas condições que justificaram a decisão inicial.
  • Responsabilidades dos Pais: Independente da guarda, ambos têm obrigação de sustentar e cuidar dos filhos.
  • Guarda Provisória: Pode ser concedida em processos de separação para garantir a proteção imediata da criança.
  • Importância do Diálogo: Pais que dialogam tendem a garantir um ambiente mais saudável e seguro para a criança.

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