✅ A ação de cobrança de aluguel no Juizado Especial, pelo Novo CPC, é rápida, simples e busca resolver conflitos com eficiência e baixo custo.
A ação de cobrança de aluguel no Juizado Especial é um procedimento judicial utilizado para receber valores devidos referentes a aluguéis atrasados. Segundo o Novo Código de Processo Civil (CPC) de 2015, essa ação possui trâmites simplificados, voltados para a celeridade e menor formalismo, adequando-se ao perfil dos Juizados Especiais Cíveis, cuja competência abrange causas de até 40 salários mínimos, valor que normalmente abrange aluguéis residenciais e comerciais de menor valor.
Este artigo detalhará como funciona essa ação, destacando os aspectos processuais mais importantes conforme o Novo CPC e as regras específicas dos Juizados Especiais. Abordaremos os requisitos para ajuizamento da ação, os documentos essenciais, o procedimento simplificado adotado, as particularidades do contraditório e da ampla defesa, além das consequências para o locatário em caso de inadimplência. Também serão apresentadas dicas para locadores e locatários sobre como conduzir esse processo da forma mais eficaz possível, garantindo rapidez e segurança jurídica na cobrança dos aluguéis em atraso.
1. Competência e Limite de Valor
O Juizado Especial Cível é competente para julgar ações de cobrança de aluguéis cujo valor não ultrapasse 40 salários mínimos, conforme regra geral prevista no artigo 3º da Lei nº 9.099/1995, que regula os Juizados Especiais. Dentro desse limite, o procedimento é mais célere e menos burocrático que o processo comum.
2. Procedimento Simplificado Conforme o Novo CPC
O Novo CPC trouxe algumas inovações que afetam o procedimento no Juizado Especial:
- Início da ação: O locador deve apresentar uma petição inicial simples, contendo a indicação do contrato de locação e a planilha de cálculo dos aluguéis não pagos;
- Citação: O réu (locatário) é citado para pagar a dívida em 15 dias ou apresentar defesa;
- Procedimento Oral: Há preferência por conciliação e audiência única, que objetiva uma solução rápida;
- Provas: Embora simplificado, o juiz pode aceitar documentos, testemunhas e outros elementos que comprovem o débito;
- Sentença: Pode ser proferida logo após a audiência se não houver acordo; o vencido pode recorrer em instância superior.
3. Documentos Necessários
- Cópia do contrato de locação;
- Comprovantes dos pagamentos anteriores;
- Planilha detalhada dos aluguéis atrasados;
- Notificações extrajudiciais enviadas ao locatário (recomendado);
- Documento de identificação do autor da ação.
4. Recomendações para Efetividade da Cobrança
- Utilize notificação extrajudicial antes do ajuizamento para evitar a ação judicial;
- Seja claro e objetivo na planilha de débitos para facilitar o entendimento do juiz e do locatário;
- Procure uma audiência conciliatória pois é mais rápida e pode resolver o conflito sem necessidade de sentença;
- Esteja preparado para apresentar provas que demonstrem o atraso e a tentativa de cobrança amigável;
- Considere o valor da causa e o limite do Juizado para decidir se deve ajuizar no Juizado Especial ou na Vara Cível comum.
5. Impacto do Novo CPC no Juizado Especial para Cobrança de Aluguéis
O Novo CPC reforça a importância da conciliação prévia e durante a audiência, o que facilita acordos rápidos, evitando a morosidade judicial, além de melhorar a transparência nas cobranças. Além disso, o CPC atual valoriza a economia processual e o julgamento imediato da lide quando possível, tornando o procedimento ideal para ações de cobrança de aluguel em valores compatíveis.
Passo a Passo para Protocolar uma Ação de Cobrança de Aluguel
Protocolar uma ação de cobrança de aluguel no Juizado Especial exige atenção a detalhes importantes para garantir que o processo seja iniciado corretamente e com maior chance de sucesso. A seguir, detalhamos um guia prático e efetivo para você entender como proceder.
1. Reunir Documentação Essencial
Antes de tudo, é fundamental organizar toda a documentação que comprove a existência da dívida. Entre os principais documentos, destacam-se:
- Contrato de locação formalizado, que contenha cláusulas claras sobre aluguel, prazo e reajustes;
- Comprovantes de pagamento anteriores, para demonstrar histórico de adimplemento ou inadimplência;
- Notificações enviadas ao inquilino solicitando o pagamento em atraso;
- Extratos bancários ou recibos que evidenciem o não pagamento dos valores alugados.
Esses documentos são a base para fundamentar sua ação e evitar indeferimentos.
2. Redigir a Petição Inicial
A petição inicial deve ser clara, objetiva e conter:
- Qualificação das partes: nome, CPF/CNPJ e endereço do locador (autor) e do locatário (réu);
- Descrição detalhada do contrato, incluindo valor do aluguel, período em atraso e reajustes;
- Valor atualizado da dívida, com discriminação dos valores em aberto;
- Pedidos explícitos, como o pagamento da dívida, acréscimos legais e, se for o caso, despejo;
- Fundamentação jurídica, citando o Novo CPC e as leis que regem o aluguel;
- Provas anexadas, que comprovem a dívida e os fatos alegados.
Uma petição mal elaborada pode atrasar o processo ou até resultar em rejeição do pedido.
3. Protocolo no Juizado Especial Cível
Com a petição pronta e os documentos anexados, o próximo passo é protocolar a ação no Juizado Especial Cível da sua região. Importante lembrar:
- O valor da causa deve ser até 40 salários mínimos para ser aceito no Juizado Especial;
- Protocolar preferencialmente pessoalmente ou, quando disponível, pelo sistema eletrônico do tribunal;
- Verificar possíveis taxas ou custas judiciárias, embora no Juizado Especial muitas sejam isentas ou reduzidas;
- Guardar o comprovante de protocolo para acompanhamento do processo.
Dica prática: Utilize modelos de petição disponíveis em órgãos oficiais para garantir que todos os requisitos formais sejam cumpridos.
4. Acompanhamento do Processo
Após o protocolo, o processo será distribuído e encaminhado para audiência de conciliação. Algumas orientações:
- Compareça à audiência, pois a conciliação é uma etapa essencial para resolução rápida e menos onerosa;
- Esteja preparado para apresentar argumentos claros e, se possível, negocie para receber os valores de forma parcelada;
- Caso não haja acordo, o processo segue para julgamento, e serão analisadas as provas e documentos apresentados;
- Acompanhe constantemente o andamento pelo site do tribunal ou junto ao cartório do Juizado.
Exemplo Prático
Imagine um locador com atraso de três meses de aluguel no valor de R$ 1.200,00 cada mês. Ele deverá:
- Reunir contrato, comprovantes e notificações;
- Atualizar o débito para incluir juros e correção monetária conforme previsto em contrato;
- Elaborar a petição detalhando o valor atualizado, por exemplo, R$ 3.900,00;
- Protocolar a ação no Juizado Especial e comparecer à audiência para tentar um acordo.
Tabela Comparativa: Juizado Especial versus Vara Comum para Cobrança de Aluguel
| Criterio | Juizado Especial | Vara Comum |
|---|---|---|
| Valor máximo da causa | Até 40 salários mínimos | Sem limite específico |
| Prazo para julgamento | Mais rápido, em média 90 dias | Pode ultrapassar 1 ano |
| Custos processuais | Geralmente isento ou reduzido | Taxas e custas maiores |
| Complexidade | Processo simplificado e informal | Ritos mais complexos, audiências múltiplas |
Portanto, o Juizado Especial é ideal para quem busca uma solução rápida e eficiente para a cobrança de aluguéis em atraso.
Perguntas Frequentes
O que é a ação de cobrança de aluguel?
É uma medida judicial para exigir o pagamento de aluguéis em atraso, visando proteger os direitos do locador.
Quando devo recorrer ao Juizado Especial para cobrar aluguel?
Quando o valor da dívida não ultrapassa 40 salários mínimos e se busca uma solução rápida e simplificada.
Quais são os passos para entrar com essa ação?
Apresentar a petição inicial com documentos, aguardar a audiência de conciliação e, se necessário, prosseguir com a fase de julgamento.
Como o Novo CPC impacta essa ação no Juizado Especial?
O Novo CPC trouxe procedimentos mais céleres e flexíveis, facilitando a conciliação e o julgamento simplificado.
Posso ser representado por advogado na ação de cobrança no Juizado Especial?
Sim, é opcional para causas até 20 salários mínimos, mas obrigatório para valores maiores.
Qual o prazo para o locador receber o valor cobrado?
Depende do andamento processual, mas geralmente o Juizado busca resolver em até 90 dias.
Pontos-chave da Ação de Cobrança de Aluguel no Juizado Especial Segundo o Novo CPC
- Competência: Juizados Especiais Cíveis para causas até 40 salários mínimos.
- Legitimidade: Locador (autor) contra o locatário (réu) inadimplente.
- Documentação necessária: Contrato de aluguel, comprovantes de inadimplência, documentos pessoais.
- Procedimento: Petição inicial → Audiência de conciliação → Instrução e julgamento.
- Conciliação: Fase prioritária para tentar acordo antes do julgamento.
- Prova: Documentos, recibos e, se necessário, testemunhas.
- Pedido: Cobrança do valor devido, possivelmente juros e correção.
- Custas processuais: Reduzidas e facilitadas no Juizado Especial.
- Recursos: Limitados para garantir celeridade.
- Execução: Após sentença, possibilidade de penhora para garantir pagamento.
- Rito do Novo CPC: Simplificado, buscando efetividade e rapidez na solução.
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