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Nos bastidores do Europeu: Bandeiras ao alto

Depois de escalar até ao topo do CDC, através de um acesso que obriga a passar pelo telhado do pavilhão, penduraram-se as 23 bandeiras, voltou a descer-se até ao centro do campo e… «Merda, a bandeira da Estónia ficou ao contrário!»

A três dias da bola ao ar no Campeonato da Europa de Sub20 masculinos (Divisão B), chegámos a Matosinhos, cidade nortenha que recebe o evento. A expectativa é muita, até porque em todas as entrevistas que fizemos a jogadores e treinadores da equipa das quinas ficou evidente o desejo e o objectivo de subir à Divisão A. A matemática é simples: das 21 seleções nacionais presentes em Matosinhos sobem apenas três, pelo que é preciso chegar às meias-finais e, caso Portugal não atinja a final, está obrigado a vencer o jogo dos 3.º e 4.º classificados. Mas estas contas são só para o último dia da prova, 21 de Julho. Teremos muito tempo para falar disso.

Para já, ultimam-se pormenores para receber as comitivas das seleções e esta terça-feira ficou marcada por um momento simbólico: o pendurar das bandeiras dos 21 países que vão desfilar o melhor do seu basquetebol jovem em solo luso nos três pavilhões que recebem o certame. É um pormenor que pode passar despercebido a muita gente que vai passar pelas bancadas do Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos (CDC), do Pavilhão Municipal de Guifões e do Pavilhão Gimnodesportivo de Custóias, mas demora horas e dá muito trabalho. Há até um manual da FIBA com um total de 36 páginas (!) exclusivamente para explicar de que forma se penduram as bandeiras… E não é tarefa para quem tem vertigens.

Depois de escalar até ao topo do CDC, através de um acesso que obriga a passar pelo telhado do pavilhão, penduraram-se as 23 bandeiras (uma da FIBA, uma do Campeonato da Europa e as 21 dos países presentes), voltou a descer-se até ao centro do campo e… «Merda, a bandeira da Estónia ficou ao contrário!»

Nova escalada para corrigir o erro e, agora sim, ficou perfeito. Depois foi preciso repetir o ritual nos outros dois pavilhões (com a ajuda de uma grua) e, num ápice, é hora de jantar. E comemos a correr, porque a Seleção Nacional estava quase a entrar em campo para cumprir o oitavo e último jogo de preparação. Triunfo relativamente tranquilo sobre a Finlândia (75-52) – oitava vitória em outros tantos jogos-treino -, com momentos que entusiasmaram as dezenas de pessoas que fizeram questão de ver in loco os afundanços de Neemias Queta, os triplos de Rafael Lisboa, o jogo «all around» de Vladyslav Voytso, a tranquilidade do capitão Henrique Barros e todos os miúdos que vão defender as cores portugueses nos próximos dias.

E nós lá estaremos, de bloco de notas no bolso e máquina fotográfica em punho, para registar aqui, todos os dias, alguns dos melhores momentos dos bastidores de um Campeonato da Europa. Com o sonho da subida em mente.