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Quanto Tempo de INSS Pago É Necessário Para Receber Auxílio Doença

Para receber o Auxílio Doença do INSS, é necessário ter no mínimo 12 contribuições mensais comprovadas.

Para ter direito ao auxílio-doença, é necessário cumprir um período mínimo de carência junto ao INSS, que corresponde a um determinado tempo de contribuição. Atualmente, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 12 meses para a maioria dos segurados, ou seja, é preciso ter contribuído para o INSS por pelo menos um ano antes de solicitar o benefício. Essa carência serve para garantir que o trabalhador tenha qualidade de segurado e, com isso, possa acessar os benefícios previdenciários.

Vamos detalhar quais são os requisitos para receber o auxílio-doença, explicando o que é considerado como carência, quem está isento dela, os tipos de segurados que podem requerer o benefício e quais documentos são necessários. Além disso, vamos abordar situações especiais, como casos em que o segurado é dispensado do período de carência devido a acidentes ou doenças graves e os direitos dos trabalhadores que ainda não completaram 12 meses de contribuição. Com isso, você terá um entendimento completo sobre quanto tempo é preciso pagar o INSS para conseguir o auxílio-doença e como proceder para solicitar o benefício.

O que é o Período de Carência para Auxílio-Doença?

A carência é o número mínimo de contribuições feitas pelo segurado para que ele tenha direito a determinados benefícios previdenciários. No caso do auxílio-doença, a carência geral é de 12 contribuições mensais ao INSS, ou seja, 12 meses de contribuição.

Exceções à Carência do Auxílio-Doença

Existem situações em que o segurado pode receber o auxílio-doença sem cumprir a carência mínima. São elas:

  • Acidentes de qualquer natureza;
  • Doenças profissionais;
  • Doenças graves previstas em lei, como tuberculose, hanseníase, neoplasia maligna, entre outras;
  • Segurados que já possuem qualidade de segurado por terem contribuído recentemente;

Qualidade de Segurado e Prazo de Manutenção

Mesmo sem contribuição recente, o trabalhador pode manter a qualidade de segurado por um determinado tempo após parar de contribuir, que varia entre 12 a 36 meses dependendo da categoria. Durante esse período, ele ainda pode requerer o auxílio-doença se ficar incapacitado.

Documentação Necessária para Requerer o Auxílio-Doença

Para solicitar o benefício, o segurado deve apresentar:

  • Documento de identificação;
  • Carteira de trabalho e comprovantes de contribuição ou número do PIS/PASEP;
  • Atestado médico comprovando a incapacidade para o trabalho;
  • Laudos e exames que comprovem a doença ou acidente;

Dicas para Garantir o Direito ao Auxílio-Doença

  1. Mantenha suas contribuições em dia;
  2. Guarde todos os documentos médicos e comprovantes;
  3. Procure atendimento especializado para avaliar seu caso;
  4. Faça o requerimento do benefício o quanto antes;
  5. Considere o auxílio de um advogado previdenciário para casos complexos.

Documentos Necessários Para Solicitar o Auxílio Doença do INSS

Para garantir que a solicitação do auxílio-doença seja analisada corretamente pelo INSS, é fundamental apresentar todos os documentos essenciais. Essa documentação comprova tanto a condição de qualificação do trabalhador quanto a existência da incapacidade temporária para o trabalho.

Documentos Principais

  • Documento de identificação pessoal: Carteira de Identidade (RG) ou CNH com foto, para comprovar a identidade do segurado.
  • CPF para a conferência do cadastro de contribuintes.
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS): para comprovar vínculos empregatícios e contribuições feitas ao INSS.
  • Documentos médicos: relatórios, atestados, exames laboratoriais ou de imagem que comprovem a incapacidade temporária para o trabalho. É importante que esses documentos contenham a descrição detalhada da doença ou acidente, assim como a duração prevista da incapacidade.
  • Comprovante de endereço: para atualização do cadastro, normalmente uma conta de luz, água ou telefone.

Documentos Adicionais Recomendados

Para evitar atrasos ou indeferimentos, alguns documentos extras podem ser úteis:

  1. Declaração do empregador: em caso de trabalhadores com carteira assinada, informando o período de afastamento e a data do último dia trabalhado.
  2. Extrato do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais): pode ser solicitado para garantir que o histórico de contribuições está correto e atualizado no sistema do INSS. Isso é importante para validar o tempo mínimo de contribuição exigido para o benefício.
  3. Laudo Médico Pericial particular: caso o segurado tenha realizado avaliações médicas fora do INSS, esses documentos podem auxiliar a comprovar a incapacidade, embora a decisão final dependa da perícia oficial.

Importância dos Laudos e Atestados

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que mais de 30% dos benefícios de auxílio-doença são negados devido à documentação incompleta ou insuficiente. Por isso, é essencial que os laudos médicos sejam detalhados, datados e assinados por profissionais habilitados, com indicação clara do CID (Classificação Internacional de Doenças).

Exemplo Prático

Imagine um trabalhador que sofre uma hérnia de disco e precisa se afastar das atividades laborais por recomendação médica. Para garantir a aprovação do auxílio-doença, ele deve apresentar:

  • Atestado médico com descrição da condição e previsão de afastamento;
  • Exames de imagem que comprovem a hérnia de disco;
  • Carteira de Trabalho para comprovar vínculos;
  • Documentos pessoais para identificação.

Com esses documentos, a análise da perícia médica do INSS será mais rápida e eficiente.

Resumo dos Documentos

Tipo de DocumentoFinalidadeExemplo
Identificação PessoalComprovar identidadeRG, CNH
CPFCadastro no sistema do INSSDocumento oficial com número do CPF
Carteira de TrabalhoComprovar contribuições e vínculosCTPS atualizada
Documentos MédicosComprovar incapacidadeAtestados, laudos, exames clínicos
Comprovante de EndereçoAtualização cadastralConta de luz, água ou telefone

Preparar-se com antecedência e reunir toda a documentação necessária pode evitar atrasos e garantir acesso rápido ao benefício.

Perguntas Frequentes

Qual o tempo mínimo de contribuição para solicitar o auxílio-doença?

É necessário ter, em geral, pelo menos 12 meses de contribuição ao INSS para conseguir o benefício.

O auxílio-doença é concedido para qualquer tipo de doença?

Não, o benefício é concedido apenas para doenças que incapacitem temporariamente o trabalhador para suas funções.

Como é feita a comprovação da incapacidade para o trabalho?

A comprovação é feita através de perícia médica realizada por um profissional do INSS.

O que acontece se a pessoa não tiver o tempo mínimo de contribuição?

Quem não possui o tempo mínimo pode ser segurado especial ou ter direito a outros benefícios, mas não ao auxílio-doença comum.

Posso acumular auxílio-doença com outros benefícios do INSS?

Não, normalmente o auxílio-doença não pode ser acumulado com outros benefícios previdenciários simultaneamente.

Resumo dos Pontos-Chave sobre Tempo de INSS para Auxílio-Doença

  • Carência: Geralmente, 12 meses de contribuição ao INSS.
  • Exceções: Doenças graves, como câncer ou AIDS, não exigem carência.
  • Insalubridade: Trabalhadores expostos podem ter regras diferenciadas.
  • Perícia médica: Avaliação obrigatória para comprovar a incapacidade.
  • Documentação: Exames, atestados médicos e laudos são fundamentais para o pedido.
  • Contribuição intermitente: Pode prejudicar o cálculo da carência.
  • Reavaliação: O INSS pode solicitar novas perícias para manter ou cessar o benefício.

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